São Bráz
Depois de Jesus ter ressuscitado a filha de jairo em Cafarnaum, hoje no texto segundo Marcos, diferentemente de Mateus e Lucas que contam que Jesus havia nascido em Belém, mas logo mudou para Nazaré, onde viveria sua infância até a idade adulta, Jesus dirigiu-se a Nazaré, sua pátria. O ponto convergente entre ambos é que todos se referem a Nazaré como sendo a pátria de Jesus. E afirmam que Jesus como de costume entrou no templo não para observar quem tinha a roupa bonita, quem, tem o sapato melhor, ver os defeitos dos olhos, falar mal dos outros como as vezes acotecem infelizmente com muitos de nós mas sim para ensinar verdades de vida ou de morte para os que crerem e para os qu não crerem. Esta atitude nos leva a perceber que ao longo da narrativa, que enquanto Jesus ensinava na sinagoga, houve muitas murmurações a seu respeito. Segundo Marcos, Havia, em primeiro lugar, o preconceito de seu povo, já que Jesus era o filho de Maria e José, o filho do carpinteiro e se fosse “o José”, famoso, dono de carpintarias e marcenarias valeria apenas. Mas tratava-se de um tal josé, sem nome no jornal, no Rádio, na Telinha da TV, e na página da Internet. Portanto tratava-se de José pobre e como é dito popularmente: filho de pobre pobre é, Jesus estava condenado a assumir toda herança paterna. Assim se justifica embora erradamente as perguntas: De onde é que este homem consegue tudo isso? De onde vem a sabedoria dele? Como é que faz esses milagres? Por acaso ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui?Tadavia, Jesus, em seu exemplo de humildade e simplicidade, nascido em meio a pobreza, tinha mais sabedoria do que os chefes da sinagoga e os desafia.
Percebemos um segundo ensinamento, quando Jesus pergunta “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”. A verdadeira família é a família espiritual. Podemos notar que Jesus aproveita-se de todos os momentos para ensinar. Porém, o escândalo provocado pela multidão não estava relacionado ao fato de Maria ter ou não outros filhos, o problema fundamental daquele tempo e que Marcos traz à tona é o escândalo da encarnação. Ainda hoje com muita freqüência encontramos pessoas com humanidade de jesus! Quantas quantas teorias esdrúxulas sobre onde Jesus passou os primeiros trinta anos da sua vida, quando a realidade é que Ele os passou como qualquer outro rapaz da sua geração – numa família e comunidade do interior, trabalhando com as mãos e partilhando a dura sorte do seu povo. Mas relutamos para não enxergar a opção real de Deus pelos pobres, marginalizados ou seja excluídos das nossas sociedades através da realidade da encarnação!
Como vivera ali durante toda a sua vida, todos acreditavam que o conheciam bem, e não acreditaram nas suas palavras. Jesus diz, então, que um profeta só não é aceite em sua própria pátria. Pois como vimos até os seus próprios parentes também relutaram para não aceitar a pessoa e a missão de Jesus. Se fosse um fariseu, ou um “doutor” da classe opressora, ele teria sido aceite! Quanta coisa igual hoje – quando preferimos acreditar nas palavras retóricas dos “doutores” e desprezamos a sabedoria popular dos que lutam no meio do povo para um mundo mais justo!
Portanto, o terceiro ensinamento está relacionado à valorização daqueles que estão próximos de nós. Muitas vezes, não reconhecemos as virtudes dos que convivem conosco, dando maior valor àqueles mais distantes.
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