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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Santo do dia 31 de janeiro

“O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele.”

            Dom Bosco nasceu num pequeno povoado chamado Becchi, nas colinas de Piemonte, Itália, em 16 de agosto de 1815. Filho de Francisco e Margarida, humildes camponeses, ficou órfão de pai aos dois anos de idade. Sua mãe, Margarida, com toda a dignidade de uma mulher cristã que conta com a graça de Deus assumiu todas as obrigações para sustento dos três filhos: Antonio, José e João.

            João desde criança sentiu-se atraído pelo sacerdócio; aos nove anos teve um sonho onde viu vários meninos brigando entre si e blasfemando, como se fossem bichos selvagens, entrou no meio deles e gritando os mandava parar, ouviu então a voz de um homem com o rosto luminoso que lhe dizia: “João, é com bondade, e não com pancadas, que você os fará amigos e lhes ensinará a fazerem o bem. Vou mandar alguém para lhe orientar.” Viu então uma linda Senhora que o pegou pela mão e todos se transformaram em cordeiros. Ela então lhe disse: “Você vai fazer isto com os jovens, mais tarde você compreenderá.”

SACERDÓCIO.


            Este sonho acompanhou toda a vida de Dom Bosco alimentando seu desejo de se tornar sacerdote. Devido à pobreza da família, viu-se obrigado a passar por vários empregos para poder se manter fora de casa e estudando. Foi carpinteiro, costureiro, ferreiro, sapateiro e chegou a bater de porta em porta pedindo ajuda. Costumava dizer: “Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles”.

            No ano de 1835, entrou para o seminário e foi ordenado em 5 de junho de 1841 na Igreja da Imaculada Conceição. Seu apostolado junto aos jovens teve início no mesmo ano, quando catequizou um rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Desde então passou a dedicar-se a catequese dos jovens que viviam abandonados pelas ruas da cidade de Turim, na Itália, que à época passava por um período de grande carestia. Os meninos diziam que seus pais não tinham dinheiro para sustentá-los. Enquanto muitos pensavam em como reconstruir a Itália, Dom Bosco trabalhava pela restauração e preservação da dignidade dos italianinhos que vinham juntar-se a ele na obra dos Oratórios Festivos. Dizia ele: “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”


ORDEM DOS SALESIANOS.

            Em 1846, fundou o primeiro Oratório no qual homenageou seu santo de devoção, dando-lhe o nome de Oratório de São Francisco de Sales, no bairro de Valdocco, em Turim. Nesse mesmo espaço, construiu uma escola profissionalizante para os meninos aprenderem um ofício, um internato e um ginásio.
            Foi muito perseguido por isso, pois diversas classes de pessoas lucravam com a exploração do trabalho dos meninos, além de que o conhecimento de um ofício até então era de domínio de poucos e guardado a sete chaves pelas corporações de oficio. Em 1855, denominou seus colaboradores de Salesianos e fundou a congregação de mesmo nome em 1859.

            Ameaçados de morte diversas vezes e construindo obras sem nenhum recurso, Dom Bosco contou sempre com a bondade e ajuda da Santíssima Virgem, a qual venerava sob a devoção de Nossa Senhora Auxiliadora, além de margarida, sua mãe, que deixou sua casa e uniu-se a Dom Bosco nos cuidados com os meninos. Em 1872, ajudados por Santa Domingas Mazzarello, criou o Instituto Maria Auxiliadora para receber e educar as meninas.

            Os Salesianos se espalharam por toda a Europa e América. Em 1875, Dom Bosco enviou missionários para a América do Sul, que vieram a fundar o Colégio Santa Rosa, em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus, em São Paulo.


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